segunda-feira, 8 de abril de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Conduta nutricional para atletas de Muay Thai


Conduta nutricional para atletas de Muay Thai


O Muay-Thai é uma arte marcial tailandesa praticada há mais de 2.000 anos. Atualmente, estas lutas ganharam mais espaço na mídia e em competições, inclusive em nosso país, onde cresce diariamente a procura por essa técnica nas academias especializadas. Tamanho sucesso pode ser atribuído às conquistas em competições internacionais dos atletas brasileiros.

Esse esporte utiliza mutuamente o metabolismo aeróbio e o anaeróbio. Sua prática proporciona um grande gasto calórico, podendo chegar de 800 a 1000 Kcal em um treino de 1 hora.

Objetivando a melhora da performance, além do treinamento é fundamental a preocupação com a alimentação. Nesse espaço a nutrição tem um papel impar, pois aliada aos exercícios físicos e a fisioterapia, proporciona inúmeros benefícios, entre eles uma recuperação mais rápida após os treinamentos e a diminuição do cansaço.

A dieta de um atleta de Muay- Thai deve ser balanceada e específica para cada momento do treinamento, levando-se em consideração as seguintes premissas:

Dieta pré- exercício:

A refeição pré–competição tem como objetivos manter a hidratação, evitar desconfortos gastrointestinais e, o mais importante, fornecer energia para o desenvolvimento da prática esportiva por meio dos nutrientes adequados. Ela deve conter baixas quantidades de fibras e gorduras.

Orienta-se que o atleta coma, duas a três horas antes do exercício, uma refeição rica em carboidratos de fácil digestão e absorção, como macarrão, pão branco, batata assada. Essa conduta favorece o armazenamento de glicose pelo músculo e fígado, que será utilizada durante a execução das atividades.

É fundamental também o consumo de alimentos fontes de proteínas, como lanches compostos por peito de peru e queijo branco, iogurtes desnatados, entre outros.

30 minutos antes do exercício deve-se dar preferência por alimentos contendo carboidratos de digestão e absorção um pouco mais demorada, como maçã, mamão, banana, pães integrais, para evitar uma queda brusca de glicose sanguínea durante o exercício.

Para uma adequada hidratação, recomenda-se uma ingestão de 250 a 500 ml de água duas horas antes do exercício.

Dieta durante o exercício:
As recomendações durante a prática esportiva preconizam como elemento mais importante, manter os níveis de hidratação dentro da normalidade.  Para atividades realizadas em até 1 hora, uma ingestão de 250 a 500 ml de água é suficiente. Mas para atividades que excedam esse tempo, devem-se fornecer nutrientes necessários para manter o rendimento do atleta. O mais recomendado é ingerir (a partir de 15 minutos do início do exercício), 250 ml de bebidas contendo carboidratos. Exemplo: 250 ml de água com 02 colheres (sopa) de maltodextrina, para cada 30 minutos de exercício.
Essa ingestão deve ser feita gradativamente, com a água sempre em temperatura ambiente, para favorecer a absorção.

Dieta pós-exercício:

Visando a recuperação do glicogênio muscular e hepático, deve-se oferecer na primeira hora após o exercício, cerca de 100 g de carboidratos de fácil digestão e absorção, como macarrão, biscoitos de água e sal, pão branco, entre outras. Recomenda-se também o consumo de proteínas magras (leite desnatado, queijo branco, iogurte magro, frango, peixe), porque as proteínas auxiliam na manutenção da massa magra.
Após duas horas após o exercício, o ideal é manter o consumo de carboidratos de digestão e absorção mais lenta, juntamente com proteínas de fonte animal, como carnes magras, leites e queijos brancos.

Durante a prática de exercícios, em especial nos esportes de combate, o corpo produz grande quantidade de radicais livres. Para neutralizar e/ ou amenizar os efeitos dessas substâncias, a dieta deve conter alimentos ricos em substâncias antioxidantes, como a vitamina C e E. Como exemplos, indica-se o consumo de mamão, laranja, acerola e goiaba; castanhas do Brasil; azeite de oliva e peixes como sardinha, atum e salmão.
Não se deve deixar de considerar, porém, que cada atleta deve ter um plano alimentar individualizado de acordo com sua composição corporal, hábitos alimentares e intensidade de treinos. A consulta com o nutricionista, e o trabalho em conjunto com o preparador físico e o treinador são elementos fundamentais para o bom desempenho do atleta.



Por Dra. Alessandra Paula Nunes

 Alessandra Paula Nunes
A Dra. Alessandra Paula Nunes é nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, Mestre em Ciências Aplicadas à Cardiologia pela UNIFESP (Escola Paulista de Medicina) e Docente do Curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo. Foi nutricionista da Confederação Brasileira de Boxe (2004/2008) e atualmente é nutricionista da Confederação Brasileira de Muay Thai.

Além disso, Alessandra é proprietária do Centro de Nutrição do Programa Holístico de Emagrecimento (Clínica Bem Nutrir), consultora de nutrição do Portal Terra e colunista do Diário do Grande ABC (Revista Dia a Dia).
 
Fonte:
 

domingo, 17 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Perfil fisiológico de atletas de karatê de elite


 2012 Oct 1;42(10):829-43. doi: 10.2165/11633050-000000000-00000.


Physical and physiological profile of elite karate athletes.


Source

Research Unit, Analysis and Evaluation of Factors Affecting the Sport Performance, Higher Institute of Sports and Physical Education, Ksar Said, Tunisia. chaabanehelmi@hotmail.fr


Abstract


This review focuses on the most important physical and physiological characteristics of karate athletes from the available scientific research. It has been established that karate's top-level performers require a high fitness level. Top-level male karate athletes are typified by low body fat and mesomorphic-ectomorphic somatotype characteristics. Studies dealing with body composition and somatotype of females are scarce. Aerobic capacity has been reported to play a major role in karate performance. It prevents fatigue during training and ensures the recovery processes during rest periods between two subsequent bouts of fighting activity within a fight and between two consecutive matches. It has been established that there is no significant difference between male and female kata (forms) and kumite (sparring/combat) athletes with regard to aerobic performance. Nevertheless, further studies are needed to support these findings. Concerning anaerobic performance, there is a difference in maximal power explored by the force-velocity test between national and international level karatekas (karate practitioners) but, for the maximum accumulated oxygen deficit test there is no difference between them. Muscle explosive power plays a vital role in a karateka's capacity for high-level performance. However, it has been revealed that vertical jump performance, maximal power and maximal velocity differed between national- and international-level karatekas. Moreover, it has been reported that karate performance relies more on muscle power at lower loads rather than higher ones. Thus, karate's decisive actions are essentially dependent on muscle explosive power in both the upper and lower limbs. With regard to dynamic strength, limited research has been conducted. The maximal absolute bench press, half-squat one-repetition maximum and performance of isokinetic tasks differed significantly between highly competitive and novice male karatekas. Studies on female karate athletes do not exist. Concerning flexibility, which is important for the execution of high kicks and adequate range of action at high speeds, it has been demonstrated that karate athletes' ranges of bilateral hip and knee flexion are greater compared with non-karate athletes. Finally, reaction time is a crucial element in karate because high-level performance is based essentially on explosive techniques. A significant difference in the choice reaction time between high-level and novice karatekas exists. Further research is needed concerning the physiological characteristics of female karatekas, the differences between kata and kumite athletes and variations based on weight categories.
PMID:
 
22901041
 
[PubMed - indexed for MEDLINE]

Análise do ganho de peso e desidratação aguda em lutadores de MMA antes das competições



 2013 Feb 22. [Epub ahead of print]


Dehydration and Acute Weight Gain in Mixed Martial Arts Fighters Prior to Competition.


Source

1Department of Health, Leisure, and Exercise Science; Appalachian State University, Boone, North Carolina, 28608. 2Department of Health Sciences, University of Rome 'Foro Italico', Rome, Italy.

Abstract


ABSTRACT: The purpose of this study was to characterize the magnitude of acute weight gain (AWG) and dehydration in mixed martial arts (MMA) fighters prior to competition. Urinary measures of hydration status and body mass were determined ∼24 h prior and then again ∼2 h prior to competition in 40 MMA fighters (Mean ± SE, age: 25.2 ± 0.65 yr, height: 1.77 ± 0.01 m, body mass: 75.8 ± 1.5 kg). AWG was defined as the amount of body weight the fighters gained in the ∼22 h period between the official weigh-in and the actual competition. On average, the MMA fighters gained 3.40 ± 2.2 kg or 4.4% of their body weight in the ∼22 h period prior to competition. Urine specific gravity significantly decreased (P < 0.001) from 1.028 ± 0.001 to 1.020 ± 0.001 during the ∼22 h rehydration period. Results demonstrated that 39% of the MMA fighters presented with a Usg of greater than 1.021 immediately prior to competition indicating significant or serious dehydration. MMA fighters undergo significant dehydration and fluctuations in body mass (4.4% avg.) in the 24 h period prior to competition. Urinary measures of hydration status indicate that a significant proportion of MMA fighters are not successfully rehydrating prior to competition and subsequently are competing in a dehydrated state. Weight management guidelines to prevent acute dehydration in MMA fighters are warranted to prevent unnecessary adverse health events secondary to dehydration.
PMID:
 
23439336
 
[PubMed - as supplied by publisher]

III Curso de Elaboração de artigos científicos e apresentação oral de trabalhos e palestras